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Escola6 min de leitura

Como escolher a escola certa para uma criança atípica

Escolher escola já é uma decisão difícil para qualquer família, e ganha camadas adicionais quando a criança tem alguma condição do neurodesenvolvimento.

A boa notícia é que existem perguntas bastante objetivas capazes de revelar, em uma única visita, o que o material de divulgação não diz.

O que perguntar na visita à escola?

Vale substituir perguntas genéricas sobre inclusão por perguntas concretas sobre o que a escola já faz hoje, com alunos que já estão lá.

A diferença entre “vocês fazem inclusão?” e “como funcionou a adaptação do último aluno autista que entrou aqui?” é enorme. A primeira sempre recebe um sim. A segunda revela se existe prática consolidada ou apenas intenção declarada.

  • Quantos alunos com laudo estudam aqui hoje?
  • Como funciona a adaptação de provas na prática?
  • Quem coordena o plano de apoio individual do aluno?
  • Com que frequência a escola conversa com a equipe terapêutica?
  • Como a escola lida com crises de desregulação em sala?

Escola grande ou pequena?

Não existe resposta única, mas o número de alunos por turma costuma pesar mais que o tamanho da escola.

Turmas menores oferecem mais chance de acompanhamento individualizado e menos sobrecarga sensorial, o que favorece boa parte das crianças atípicas. Já a estrutura de apoio, com profissionais de referência e coordenação preparada, pode existir tanto em escolas grandes quanto pequenas, e é ela que costuma fazer a diferença real.

Escola regular ou especializada?

A legislação brasileira garante o direito à escola regular com os apoios necessários, e essa é a recomendação para a grande maioria dos casos.

A convivência com pares típicos é um dos principais motores do desenvolvimento social. Situações que exigem estrutura mais especializada existem, mas são a exceção e devem ser avaliadas caso a caso pela equipe que acompanha a criança, e não adotadas como padrão por conveniência.

Como saber se a escola escolhida está funcionando?

O melhor indicador não são as notas, e sim como a criança chega em casa.

Uma criança que volta exausta todos os dias, que apresenta crises frequentes no fim da tarde ou que começou a resistir a ir está sinalizando que o ambiente exige mais do que ela consegue sustentar. Esse sinal merece conversa com a escola antes que o quadro se transforme em recusa escolar.

Referências

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação profissional individualizada.

  1. Brasil. Lei nº 13.146, Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, 2015.
  2. Ministério da Educação. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. MEC, Brasília, 2008.
  3. Brasil. Lei nº 12.764, Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial da União, 2012.

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