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Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que afeta a capacidade de manter atenção, controlar impulsos e regular o nível de atividade.

É uma das condições do neurodesenvolvimento mais comuns na infância, e o diagnóstico correto é o que permite diferenciar TDAH de outras causas de desatenção ou agitação, como ansiedade ou dificuldades de aprendizagem.

Sinais que podem chamar atenção

  • Dificuldade em manter atenção em tarefas ou brincadeiras por muito tempo
  • Perde objetos com frequência ou esquece compromissos e combinados
  • Age antes de pensar, interrompe conversas ou tem dificuldade de esperar a vez
  • Agitação motora, dificuldade em ficar parado quando é esperado
  • Dificuldade em seguir instruções de várias etapas
  • Queda de rendimento escolar apesar de a criança demonstrar capacidade

Esta lista é apenas informativa. O diagnóstico e a indicação de tratamento devem sempre ser feitos por profissionais qualificados, a partir de uma avaliação individualizada.

Como diferenciar TDAH de uma criança apenas mais agitada?

A diferença está na frequência, intensidade e no impacto desses comportamentos na vida da criança: no TDAH, a desatenção ou a agitação aparecem em mais de um ambiente (escola, casa, atividades sociais), de forma persistente por pelo menos seis meses, e prejudicam de fato o desempenho escolar ou o convívio social.

Toda criança tem momentos de agitação ou distração, especialmente em atividades pouco estimulantes. O que indica TDAH é um padrão que se repete em contextos diferentes e que já trouxe consequências concretas, como notas baixas, conflitos frequentes ou dificuldade de fazer amizades.

Qual a diferença entre TDAH e TOD?

O TDAH é um transtorno de atenção, impulsividade e regulação da atividade motora, enquanto o Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é um padrão de comportamento desafiador, argumentativo e de desobediência às regras.

As duas condições podem, inclusive, ocorrer juntas na mesma criança, o que torna a avaliação profissional ainda mais importante: uma criança com TDAH não tratado pode desenvolver comportamentos opositores como consequência da frustração acumulada, mas isso é diferente de ter TOD como condição primária. Um bom diagnóstico diferencial evita tratar apenas o sintoma mais visível e ignorar a causa real.

Como é feito o diagnóstico de TDAH?

O diagnóstico é clínico, feito por neuropsicólogo, neurologista infantil ou psiquiatra, com base em critérios estabelecidos (como os do DSM-5), entrevistas com pais e escola, questionários padronizados e, frequentemente, uma avaliação neuropsicológica completa.

Não existe um exame único que comprove o TDAH: o diagnóstico depende da análise cuidadosa do histórico da criança, incluindo relatos da escola, já que os sintomas precisam aparecer em mais de um ambiente da vida da criança.

TDAH tem tratamento sem remédio?

Sim. O acompanhamento psicoterapêutico, com técnicas de terapia cognitivo-comportamental, treino de funções executivas, psicopedagogia e orientação familiar e escolar, traz resultados importantes, com ou sem uso de medicação.

A decisão sobre uso de medicação é sempre médica e individual, considerando a intensidade dos sintomas e o impacto na vida da criança. Em muitos casos, a combinação entre terapia comportamental e acompanhamento escolar reduz significativamente a necessidade de intervenção medicamentosa ou potencializa seus resultados.

TDAH prejudica o aprendizado escolar?

Pode prejudicar, principalmente por dificuldades de organização, de manter foco em tarefas longas e de terminar atividades, mas isso não reflete falta de capacidade intelectual.

Com o acompanhamento adequado (psicopedagogia, treino de funções executivas e, quando necessário, ajustes pedagógicos na escola), crianças com TDAH têm desempenho acadêmico plenamente compatível com seu potencial cognitivo.

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